Simples Nacional Puro ou Híbrido: como decidir?

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Fundada em 2011 em Canoas, a Eichner nasceu sendo um escritório de contabilidade em Canoas, com o compromisso de unir excelência técnica e um atendimento humanizado, sempre ao lado dos seus clientes.


    A Reforma Tributária trouxe uma das decisões mais importantes para as empresas optantes pelo Simples Nacional. Em determinado momento da transição para o novo sistema tributário, muitos empresários precisarão avaliar se vale a pena permanecer no Simples Nacional Puro ou optar pelo Simples Nacional Híbrido.

    À primeira vista, essa pode parecer apenas mais uma escolha relacionada ao pagamento de impostos. No entanto, ela pode influenciar diretamente a competitividade da empresa, o relacionamento com clientes, a cadeia de fornecedores e até mesmo os resultados financeiros do negócio.

    Além disso, é comum encontrar conteúdos que apresentam uma resposta pronta sobre qual modalidade é a melhor. Entretanto, a realidade é bem diferente. O que faz sentido para uma empresa pode não ser a melhor alternativa para outra, mesmo que ambas atuem no mesmo segmento.

    Por isso, antes de tomar qualquer decisão, é essencial entender quais fatores realmente devem ser analisados.

    Neste artigo, você vai descobrir quais perguntas precisam ser respondidas e por que um planejamento tributário personalizado será indispensável para escolher o cenário mais vantajoso para a sua empresa.

    O que muda com a Reforma Tributária?

    Com a substituição gradual do PIS, Cofins, ICMS e ISS pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), as empresas optantes pelo Simples Nacional passarão a avaliar uma nova possibilidade de tributação.

    Nesse contexto, surgem duas opções: permanecer no Simples Nacional Puro ou optar pelo Simples Nacional Híbrido.

    Cada modelo possui características próprias e pode gerar impactos diferentes conforme a realidade de cada empresa. Portanto, antes de avaliar qual alternativa faz mais sentido, é importante compreender como funciona cada uma delas.

    Se você ainda não conhece as diferenças entre essas modalidades, recomendamos a leitura do nosso artigo “Simples Nacional Puro ou Híbrido: entenda as diferenças”.

    Neste conteúdo, porém, vamos um passo além. Em vez de explicar novamente as características de cada modelo, vamos mostrar quais informações da sua empresa realmente influenciam essa decisão e por que uma análise individual faz toda a diferença.

    Simples Nacional Puro ou Híbrido: antes de escolher, conheça a realidade da sua empresa

    Muitos empresários procuram uma resposta simples para decidir entre o Simples Nacional Puro ou Híbrido.

    No entanto, essa decisão não depende apenas da legislação.

    Na prática, ela envolve diversos aspectos da operação da empresa. Por isso, antes de comparar qualquer cenário, é importante conhecer profundamente como o negócio funciona.

    A seguir, apresentamos algumas perguntas que ajudam a iniciar essa análise.

    1. Quem são os seus clientes?

    Essa costuma ser a primeira pergunta em um planejamento tributário e, ao mesmo tempo, uma das mais importantes.

    Afinal, para quem sua empresa vende?

    • Consumidores finais (B2C)?
    • Outras empresas (B2B)?
    • Ou ambos os públicos?

    Embora essa informação pareça simples, ela pode influenciar diretamente a análise tributária.

    Além disso, vale responder a outras perguntas:

    • Qual percentual do faturamento vem de clientes pessoa jurídica?
    • Esses clientes costumam aproveitar créditos tributários nas operações que realizam?
    • Em caso positivo, esse fator influencia a decisão de compra deles?

    Dependendo das respostas, a geração de créditos poderá se tornar um diferencial competitivo.

    Por outro lado, empresas que vendem predominantemente para consumidores finais costumam apresentar uma dinâmica diferente.

    Entretanto, essa informação, isoladamente, ainda não permite concluir qual modalidade será mais vantajosa.

    2. Seus clientes poderiam trocar de fornecedor?

    Agora imagine a seguinte situação.

    Sua empresa vende para outras empresas e um concorrente passa a oferecer uma condição tributária mais interessante para esses clientes.

    Nesse cenário, seus clientes permaneceriam comprando de você?

    Ou poderiam considerar outro fornecedor?

    Essa reflexão vai muito além da área tributária.

    Na prática, ela envolve competitividade, posicionamento de mercado e relacionamento comercial.

    Além disso, conforme a Reforma Tributária avança, algumas empresas podem passar a avaliar seus fornecedores também sob a perspectiva tributária.

    Portanto, compreender esse comportamento pode fazer parte da estratégia da empresa.

    3. Quanto sua empresa compra ou contrata com nota fiscal?

    Depois de analisar os clientes, é hora de olhar para dentro da operação.

    Pergunte-se:

    • Qual é o volume mensal de compras realizadas com nota fiscal?
    • Quanto sua empresa contrata de serviços formalizados?

    Essas respostas também são relevantes.

    Isso porque empresas com estruturas operacionais diferentes podem apresentar cenários tributários completamente distintos.

    Além disso, o volume de compras é apenas um dos elementos considerados durante um planejamento tributário.

    Por esse motivo, ele precisa ser analisado em conjunto com as demais informações da empresa.

    4. Quem são os seus fornecedores?

    Outra etapa importante consiste em avaliar a composição da cadeia de fornecedores.

    Seus principais fornecedores são:

    • MEIs?
    • Empresas optantes pelo Simples Nacional?
    • Empresas do Regime Geral?

    Embora muitas empresas nunca tenham dado atenção a esse aspecto, a Reforma Tributária torna essa análise ainda mais relevante.

    Além disso, entender como sua cadeia de fornecimento está estruturada ajuda a identificar possíveis impactos futuros.

    Entretanto, vale lembrar que essa informação, sozinha, também não determina qual modelo tributário será mais vantajoso.

    5. Seus fornecedores recolhem corretamente os tributos?

    Essa talvez seja uma das perguntas menos lembradas pelos empresários.

    No entanto, ela ganha ainda mais importância com a Reforma Tributária.

    Não basta apenas receber uma nota fiscal.

    Também é importante considerar se os fornecedores mantêm sua situação fiscal regular e realizam corretamente o recolhimento dos tributos.

    Isso porque a regularidade fiscal passa a exercer um papel ainda mais relevante na dinâmica tributária entre empresas.

    Por essa razão, conhecer os parceiros comerciais também passa a fazer parte da gestão tributária.

    6. Como está a margem de lucro da sua empresa?

    Outro ponto que merece atenção é a margem de lucro.

    Sua empresa atua com uma margem confortável?

    Ou qualquer aumento de custos pode reduzir significativamente a competitividade?

    Essa resposta também influencia a análise.

    Empresas que trabalham com margens mais apertadas costumam sentir com maior intensidade qualquer mudança na carga tributária.

    Consequentemente, escolher o cenário mais adequado pode representar uma diferença importante no resultado financeiro.

    Entretanto, novamente, essa variável deve ser analisada juntamente com todas as demais.

    7. Gerar créditos pode ser um diferencial competitivo?

    Agora pense na realidade do seu mercado.

    Se sua empresa gera uma condição tributária mais interessante para o cliente, isso pode influenciar sua decisão de compra?

    Em alguns segmentos, essa resposta pode ser “não”.

    Entretanto, em outros mercados, especialmente nas operações entre empresas, essa característica pode ganhar cada vez mais relevância.

    Além disso, fatores comerciais e tributários tendem a caminhar juntos no novo modelo.

    Por isso, compreender essa dinâmica pode ajudar a empresa a construir uma estratégia mais competitiva.

    Simples Nacional Puro ou Híbrido: como interpretar essas respostas?

    Se você respondeu às perguntas anteriores, provavelmente percebeu que elas ajudam a enxergar a realidade da sua empresa de forma mais estratégica.

    Entretanto, existe um ponto muito importante: essas respostas, por si só, não indicam qual é a melhor opção entre o Simples Nacional Puro e o Simples Nacional Híbrido.

    Na verdade, elas servem como um ponto de partida para uma análise mais completa.

    Por exemplo, vender principalmente para outras empresas pode ser um fator relevante. Da mesma forma, possuir fornecedores do Regime Geral ou realizar um grande volume de compras também pode influenciar a análise.

    Além disso, a margem de lucro, o setor de atuação, a composição do faturamento e a estratégia comercial da empresa também precisam ser considerados.

    Ou seja, nenhuma dessas respostas deve ser analisada isoladamente.

    É justamente a combinação de todos esses fatores que permite compreender qual cenário tende a ser mais vantajoso.

    Simples Nacional Puro ou Híbrido: então existe uma resposta certa?

    A resposta é: depende da realidade da sua empresa.

    Embora algumas características possam indicar uma tendência, elas não permitem afirmar, com segurança, qual será a melhor escolha.

    Imagine duas empresas do mesmo segmento.

    Ambas vendem para pessoas jurídicas, possuem fornecedores semelhantes e apresentam um faturamento parecido.

    Ainda assim, uma delas pode encontrar melhores resultados permanecendo no Simples Nacional Puro, enquanto a outra pode identificar vantagens ao optar pelo Simples Nacional Híbrido.

    Por quê?

    Porque outros fatores entram nessa análise, como:

    • composição das compras;
    • margem de lucro;
    • estrutura de custos;
    • perfil dos clientes;
    • volume de operações;
    • atividade exercida;
    • estratégia de crescimento da empresa.

    Portanto, tomar uma decisão baseada apenas em uma ou duas características pode levar a conclusões equivocadas.

    Cuidado com respostas prontas

    Com a proximidade da Reforma Tributária, é natural que surjam diversos conteúdos prometendo responder, de forma rápida, qual é a melhor opção.

    No entanto, é importante ter cautela.

    A legislação estabelece regras gerais, mas cada empresa possui uma realidade diferente.

    Além disso, pequenas diferenças na operação podem alterar completamente o resultado de uma análise tributária.

    Por esse motivo, utilizar apenas informações genéricas encontradas na internet pode fazer com que uma empresa escolha um caminho que não seja o mais vantajoso.

    Em outras palavras, a resposta não está em um vídeo curto, em uma postagem nas redes sociais ou em uma lista de características.

    Ela está nos números da própria empresa.

    A pergunta mais importante não é “qual escolher?”

    Depois de entender todos esses fatores, talvez você ainda esteja procurando uma resposta simples.

    Entretanto, talvez essa não seja a pergunta correta.

    Em vez de perguntar:

    “Qual é o melhor modelo?”

    Vale a pena perguntar:

    “Quanto minha empresa pagaria em cada cenário?”

    Essa é a informação que realmente faz diferença na tomada de decisão.

    Afinal, uma alternativa pode parecer interessante na teoria, mas apresentar um resultado completamente diferente quando aplicada à realidade do negócio.

    Da mesma forma, uma opção que inicialmente parece menos atrativa pode representar maior economia quando analisada com base nos dados reais da empresa.

    É justamente por isso que não existe uma resposta universal.

    A melhor decisão começa com uma simulação

    Antes de escolher entre o Simples Nacional Puro e o Simples Nacional Híbrido, o ideal é comparar os dois cenários utilizando as informações reais da empresa.

    Essa simulação considera fatores como:

    • faturamento;
    • perfil dos clientes;
    • volume de compras;
    • fornecedores;
    • atividade exercida;
    • margem de lucro;
    • estrutura operacional.

    Somente após analisar todas essas informações em conjunto é possível identificar qual cenário tende a oferecer maior eficiência tributária.

    Além disso, essa análise permite reduzir riscos e tomar decisões baseadas em dados, e não em suposições.

    Como a Eichner Contabilidade pode ajudar

    Na Eichner Contabilidade, entendemos que cada empresa possui características únicas.

    Por isso, realizamos um Planejamento Tributário personalizado, comparando os cenários do Simples Nacional Puro e do Simples Nacional Híbrido com base nos números reais do negócio.

    Nossa análise considera informações como faturamento, perfil dos clientes, fornecedores, volume de compras, margem de lucro e demais particularidades da operação.

    Assim, em vez de tomar uma decisão baseada apenas em tendências ou informações genéricas, sua empresa passa a contar com uma avaliação técnica e personalizada.

    Como esse estudo é realizado individualmente, ele faz parte do nosso serviço de Planejamento Tributário.

    Dessa forma, você terá uma visão clara dos impactos financeiros de cada cenário antes de tomar uma decisão que poderá refletir diretamente na competitividade do seu negócio.

    Conclusão

    A escolha entre Simples Nacional Puro ou Híbrido representa uma das decisões mais relevantes para muitas empresas durante a implantação da Reforma Tributária.

    Embora as perguntas apresentadas neste artigo sejam fundamentais para iniciar essa análise, elas não são suficientes para indicar, sozinhas, qual é a melhor alternativa.

    Cada empresa possui uma combinação única de clientes, fornecedores, compras, margem de lucro e estratégia de mercado.

    Por isso, a decisão deve ser baseada em uma análise técnica e personalizada, considerando os números reais da operação.

    Se você deseja entender qual cenário tende a ser mais vantajoso para o seu negócio, a equipe da Eichner Contabilidade está preparada para realizar uma simulação personalizada e apresentar, de forma clara, os impactos de cada opção.

    Afinal, quando o assunto é Reforma Tributária, tomar decisões com base em dados é sempre mais seguro do que decidir com base em suposições.

    O Simples Nacional vai acabar com a Reforma Tributária?

    Não. O Simples Nacional será mantido. No entanto, a Reforma Tributária traz novas possibilidades de recolhimento para IBS e CBS, o que exige uma análise estratégica por parte das empresas.

    Quem precisa avaliar o Simples Nacional Puro ou Híbrido?

    Toda empresa optante pelo Simples Nacional deve entender como a Reforma Tributária pode impactar sua operação e avaliar, no momento oportuno, qual cenário tende a ser mais vantajoso.

    Existe uma opção melhor para todas as empresas?

    Não. A escolha depende de fatores como perfil dos clientes, fornecedores, compras, margem de lucro e características específicas da empresa.

    Vale a pena fazer um Planejamento Tributário?

    Sim. Um Planejamento Tributário permite comparar cenários com base nos números reais da empresa, oferecendo mais segurança para a tomada de decisão.

    Sua empresa tem segurança nas operações e no planejamento tributário?