E se pagar mais imposto fizer seu cliente preferir comprar de você?

Quem é a Eichner Contabilidade

Fundada em 2011 em Canoas, a Eichner nasceu sendo um escritório de contabilidade em Canoas, com o compromisso de unir excelência técnica e um atendimento humanizado, sempre ao lado dos seus clientes.


    Com a Reforma Tributária, a escolha do regime tributário pode influenciar não apenas quanto sua empresa paga, mas também a competitividade da sua venda.

    No último artigo, mostramos que uma mesma empresa do Simples Nacional pode encontrar resultados tributários diferentes dependendo da escolha entre o modelo Puro e o Híbrido.

    Em um dos cenários apresentados, o Simples Puro apresentou uma carga tributária menor, enquanto o modelo Híbrido apresentou uma carga maior.

    Diante disso, surge uma pergunta bastante natural:

    Por que uma empresa escolheria pagar mais imposto?

    A resposta começa a aparecer quando deixamos de olhar apenas para o imposto pago pela empresa e passamos a analisar também o impacto da sua escolha sobre quem compra dela.

    Isso acontece porque, em determinadas operações entre empresas, não importa somente quanto de imposto o fornecedor recolhe.

    Também importa quanto de crédito tributário a operação pode gerar para o comprador.

    E é justamente aí que a decisão entre os modelos pode ganhar uma dimensão comercial.

    A mesma venda de R$ 20 mil, mas com impactos diferentes

    Vamos voltar ao exemplo utilizado no artigo anterior.

    Imagine uma empresa realizando uma venda de R$ 20.000,00.

    A operação comercial é a mesma. O produto é o mesmo. O valor da venda também.

    Entretanto, dependendo do modelo tributário adotado pelo fornecedor, o impacto dessa operação para o cliente pode ser diferente.

    No Simples Puro, a empresa pode apresentar uma carga tributária menor. Porém, nesse exemplo, o crédito que sua venda pode gerar para o cliente é mais limitado, ficando em torno de 1,5%.

    Já no modelo Híbrido, embora a empresa possa ter uma carga tributária maior, o crédito gerado ao cliente pode ser significativamente superior.

    No exemplo utilizado, esse crédito chega a aproximadamente 5 vezes o valor do cenário anterior.

    Veja a diferença:

    ModeloVendaCrédito aproximado gerado ao cliente
    Simples PuroR$ 20.000,001,5%
    HíbridoR$ 20.000,00aproximadamente 5x maior

    Ou seja, a diferença não está apenas no imposto que o fornecedor paga.

    Ela também pode estar no benefício tributário que a operação representa para o comprador.

    Mas por que isso importa para quem vende?

    Imagine agora que você seja o comprador.

    Você precisa adquirir determinado produto ou serviço e encontra dois fornecedores.

    Os dois oferecem condições comerciais semelhantes.

    O preço é parecido.

    A qualidade também.

    Porém, existe uma diferença:

    um fornecedor gera mais créditos tributários para sua empresa do que o outro.

    Qual deles seria mais interessante?

    Para uma empresa que consegue aproveitar esses créditos, essa diferença pode pesar na decisão de compra.

    Isso significa que a escolha tributária do fornecedor pode passar a ter impacto também na competitividade comercial da empresa.

    Em outras palavras, a tributação pode deixar de ser uma questão exclusivamente interna e passar a fazer parte da própria estratégia de vendas.

    O crédito pode influenciar a decisão de compra

    Com a Reforma Tributária, a dinâmica de créditos de IBS e CBS ganha relevância nas relações entre empresas.

    Isso porque, em determinadas operações, o comprador poderá considerar os créditos vinculados às suas aquisições na composição de sua própria carga tributária.

    Por isso, quando uma empresa escolhe um fornecedor, o preço não necessariamente será o único fator analisado.

    Dependendo da operação e do perfil do comprador, também poderão entrar nessa avaliação aspectos como:

    • valor da operação;
    • crédito de IBS e CBS gerado;
    • possibilidade de aproveitamento dos créditos;
    • documentação fiscal;
    • estrutura tributária do fornecedor;
    • impacto tributário da aquisição para o comprador.

    Assim, dois fornecedores que apresentam preços semelhantes podem representar custos efetivos diferentes para o cliente, dependendo dos créditos associados à operação.

    Vamos voltar ao exemplo

    Imagine novamente uma venda de R$ 20.000,00.

    No cenário do Simples Puro, considerando o exemplo apresentado, o crédito gerado ao cliente fica em torno de 1,5%.

    Já no modelo Híbrido, o crédito pode ser aproximadamente cinco vezes maior.

    Para o fornecedor, isso significa uma decisão que precisa ser analisada com cuidado.

    A opção Híbrida pode representar uma carga tributária própria maior.

    Por outro lado, ela pode tornar a operação mais atrativa para determinados clientes justamente pela possibilidade de geração de créditos.

    É por isso que olhar apenas para o imposto pago pelo fornecedor pode levar a uma conclusão incompleta.

    E se o cliente começar a considerar o crédito na hora de comprar?

    Essa é uma das mudanças que merece atenção.

    Imagine duas empresas vendendo o mesmo produto por valores semelhantes.

    Em uma das operações, o crédito tributário gerado para o comprador é maior.

    Na outra, esse crédito é menor.

    Para um cliente empresarial que consegue aproveitar esses créditos, a diferença pode ser relevante.

    Nesse cenário, a escolha do fornecedor pode deixar de considerar apenas:

    “Quem vende mais barato?”

    E passar a considerar também:

    “Qual fornecedor oferece a melhor condição tributária para a minha empresa?”

    Essa mudança pode afetar diretamente a forma como algumas empresas competem no mercado.

    A tributação também pode se tornar uma questão comercial

    Tradicionalmente, o planejamento tributário costuma ser associado à busca por redução da carga tributária da própria empresa.

    Com a Reforma Tributária, entretanto, essa análise pode precisar ser ampliada.

    Não basta perguntar:

    “Quanto a minha empresa vai pagar?”

    Também será necessário avaliar:

    “Como a minha escolha tributária impacta meus clientes?”

    Para algumas empresas, essa resposta poderá ter relação direta com sua capacidade de competir e manter determinados clientes.

    Isso é especialmente relevante nas relações B2B, em que uma empresa compra de outra e pode considerar os créditos tributários associados às suas aquisições.

    Dessa forma, a estrutura tributária pode passar a fazer parte da própria estratégia comercial.

    Pagar mais imposto pode tornar sua empresa mais competitiva?

    Essa é a grande provocação.

    No exemplo que estamos analisando, o modelo Híbrido pode resultar em uma carga tributária maior para o fornecedor.

    Porém, ao mesmo tempo, pode proporcionar ao cliente um volume de créditos significativamente maior.

    Isso não significa que o modelo Híbrido será melhor para todas as empresas, nem que gerar mais crédito automaticamente fará uma empresa vender mais.

    A questão é que essa variável passa a precisar ser considerada na análise.

    Cada empresa possui uma realidade diferente, com diferentes produtos, serviços, margens, fornecedores e perfis de clientes.

    Por isso, a escolha do modelo tributário precisa considerar não apenas a carga tributária própria, mas também os possíveis efeitos comerciais da decisão.

    A escolha tributária pode impactar a competitividade

    A Reforma Tributária traz uma mudança importante de perspectiva.

    Além de olhar para dentro, a empresa precisa entender como suas decisões tributárias se relacionam com os demais participantes da cadeia.

    Para uma empresa que vende predominantemente para outras empresas, por exemplo, a possibilidade de geração de créditos pode se tornar um elemento relevante na negociação comercial.

    Nesse contexto, tributação, formação de preço e estratégia comercial podem ficar ainda mais conectadas.

    O preço apresentado ao cliente pode continuar sendo importante, mas o custo efetivo da aquisição pode ser influenciado pelos créditos que o comprador poderá aproveitar.

    O que sua empresa precisa começar a analisar?

    Diante desse novo cenário, algumas perguntas passam a ser importantes:

    • Quem são os principais clientes da sua empresa?
    • Eles são pessoas físicas ou jurídicas?
    • Seus clientes conseguem aproveitar créditos de IBS e CBS?
    • Seus concorrentes estarão em estruturas tributárias diferentes?
    • A sua operação gera créditos relevantes para seus clientes?
    • Como os créditos podem influenciar sua formação de preço?
    • A escolha tributária pode afetar sua competitividade?
    • Qual modelo apresenta o melhor equilíbrio entre carga tributária e estratégia comercial?

    Essas respostas não serão iguais para todas as empresas.

    Por isso, a decisão precisa ser baseada em uma análise individualizada.

    Não será apenas sobre quanto você paga

    A Reforma Tributária está trazendo uma mudança importante na forma de pensar a tributação.

    A discussão deixa de ser apenas:

    “Quanto a minha empresa vai pagar de imposto?”

    E passa a envolver também:

    “Quanto a minha escolha pode impactar quem compra de mim?”

    Esse é um ponto especialmente relevante para empresas que atuam no mercado B2B.

    Afinal, se o cliente começar a considerar o crédito tributário como parte da decisão de compra, a estrutura tributária do fornecedor poderá ganhar importância dentro da própria negociação comercial.

    Por isso, pagar menos imposto não deve ser o único objetivo do planejamento tributário.

    Em determinadas situações, uma carga tributária maior pode fazer parte de uma estratégia mais ampla, que considere também competitividade, formação de preço e relacionamento com clientes.

    E se o seu imposto também influenciar a decisão do seu cliente?

    É essa a grande mudança de perspectiva que precisamos começar a considerar.

    No exemplo apresentado, uma venda de R$ 20.000,00 pode gerar um crédito de aproximadamente 1,5% no Simples Puro ou um crédito aproximadamente cinco vezes maior no modelo Híbrido.

    Para o fornecedor, existe uma diferença na carga tributária.

    Já o cliente pode perceber uma diferença no crédito que consegue aproveitar.

    Dessa forma, uma decisão que parecia exclusivamente tributária pode se transformar também em uma decisão comercial e estratégica para a empresa.

    Porque, na Reforma Tributária, talvez a pergunta não seja apenas quanto sua empresa paga de imposto. Pode ser também quanto valor tributário ela entrega para quem compra de você.

    Planejamento Tributário Personalizado: sua empresa precisa analisar o próprio cenário

    Diante de tantas variáveis, escolher o modelo tributário apenas com base na menor carga pode ser uma decisão precipitada.

    Cada empresa possui características próprias, como perfil de clientes, estrutura de custos, fornecedores, margens, operações e posicionamento no mercado.

    Por isso, uma análise tributária precisa considerar o cenário completo.

    No Planejamento Tributário Personalizado da Eichner Contabilidade, avaliamos a realidade da empresa, comparamos diferentes cenários e analisamos os impactos tributários e comerciais que podem surgir com a Reforma Tributária.

    O objetivo não é simplesmente encontrar a opção em que sua empresa paga menos.

    É entender qual estrutura pode fazer mais sentido para o negócio, considerando também os impactos sobre seus clientes e sua competitividade.

    Sua empresa está preparada para essa escolha?

    A Reforma Tributária está trazendo novas variáveis para decisões que antes pareciam simples.

    Se sua empresa atua no mercado B2B, possui diferentes perfis de clientes ou precisa avaliar o impacto dos créditos de IBS e CBS nas suas operações, esse é o momento de começar a analisar os cenários.

    Não escolha seu modelo tributário apenas pela menor carga. Entenda primeiro o impacto completo dessa decisão.

    Quer descobrir qual cenário pode fazer mais sentido para a sua empresa? Entre em contato com a Eichner Contabilidade e conheça nosso Planejamento Tributário Personalizado.

    Sua empresa tem segurança nas operações e no planejamento tributário?