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Por que o preço do iPhone custa R$ 30 mil no Brasil?

Quem é a Eichner Contabilidade

Fundada em 2011 em Canoas, a Eichner nasceu sendo um escritório de contabilidade em Canoas, com o compromisso de unir excelência técnica e um atendimento humanizado, sempre ao lado dos seus clientes.


    Um iPhone pode custar mais de R$ 30 mil no Brasil. Mas o que explica esse valor? Entenda como impostos, custos e formação de preço influenciam o preço final do produto.

    Comprar um celular de alto valor costuma gerar uma pergunta simples: por que esse produto custa tanto no Brasil?

    Quando falamos de um iPhone que pode ultrapassar a marca de R$ 30 mil, a resposta não está em um único fator. Afinal, diversos elementos influenciam o preço final. Entre eles estão fabricação, logística, câmbio, comercialização, margem e, principalmente, tributação.

    Por isso, observar o preço de um produto como o iPhone também ajuda a entender uma questão importante para qualquer empresa: como os tributos influenciam a formação do preço que chega ao consumidor?

    O preço de um iPhone vai muito além do aparelho

    O valor pago pelo consumidor resulta de toda uma cadeia.

    Antes de chegar à loja, o produto passa por diferentes etapas. A empresa precisa considerar custos de fabricação, transporte, armazenamento, importação, distribuição e comercialização.

    Além disso, fatores como a cotação do dólar podem influenciar diretamente produtos de tecnologia comercializados no Brasil.

    Entretanto, existe outro componente importante nessa conta: os tributos.

    Dependendo da operação e do produto, diferentes impostos podem entrar na formação do preço ao longo da cadeia. Entre eles estão tributos como ICMS, IPI, PIS e Cofins, além de outros custos e encargos relacionados à operação.

    Portanto, o consumidor não paga somente pelo produto.

    Ele também paga pelo resultado de toda uma cadeia de custos e tributos que começa antes de o aparelho chegar à loja.

    Preço do Iphone: Quanto os impostos influenciam no preço?

    Essa é uma das perguntas mais comuns quando falamos sobre produtos de alto valor.

    No entanto, precisamos ter cuidado com uma simplificação. Não existe um único percentual que possamos aplicar a qualquer iPhone para determinar exatamente quanto do preço corresponde a impostos.

    A carga tributária depende de diversos fatores. Entre eles estão a classificação fiscal do produto, a operação realizada, o estado envolvido, o regime tributário e as características da comercialização.

    Além disso, imposto e preço não representam a mesma coisa.

    Um tributo pode incidir em determinada etapa da cadeia, enquanto outros custos e margens entram no preço ao longo do processo.

    Por esse motivo, precisamos analisar toda a formação de preço para entender o valor final de um produto.

    Formação de preço: o que entra nessa conta?

    Imagine uma empresa que compra um produto para revender.

    Nesse caso, a empresa não pode definir o preço de venda simplesmente adicionando uma margem sobre o custo de aquisição. Antes disso, precisa analisar diversos elementos.

    Entre os principais estão:

    • custo do produto;
    • frete e logística;
    • despesas operacionais;
    • tributos;
    • taxas;
    • despesas financeiras;
    • margem desejada;
    • características da operação;
    • comportamento do mercado.

    Além disso, cada empresa possui uma estrutura diferente.

    Consequentemente, uma alteração na tributação pode afetar diretamente a estratégia de preços de um negócio.

    É justamente por isso que o empresário precisa acompanhar as mudanças no sistema tributário e entender seus possíveis impactos.

    E onde entra a Reforma Tributária?

    A discussão sobre o preço de produtos ganha ainda mais importância com a Reforma Tributária sobre o consumo.

    O novo modelo traz mudanças importantes na tributação e na forma como os impostos sobre o consumo funcionam.

    Entre as principais alterações está a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    O IBS substituirá gradualmente o ICMS e o ISS. Já a CBS substituirá PIS e Cofins.

    A transição ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos anos. Nesse período, os tributos atuais e os novos tributos terão participações diferentes na composição do sistema.

    Por isso, a Reforma Tributária não envolve apenas uma mudança de alíquotas.

    Ela também altera a lógica de tributação, os créditos tributários, a formação de preços e algumas decisões empresariais.

    Preço do Iphone: O crédito tributário também entra nessa discussão

    Outro ponto importante do novo modelo envolve a lógica de não cumulatividade, relacionada ao aproveitamento de créditos tributários.

    Na prática, as empresas precisarão olhar com mais atenção para suas operações e para os tributos envolvidos nas compras e nas vendas.

    Por exemplo, a escolha de fornecedores pode ganhar ainda mais relevância.

    Isso acontece porque a possibilidade de geração e aproveitamento de créditos pode influenciar o custo efetivo das operações. Consequentemente, também pode afetar a formação de preços.

    Assim, a Reforma Tributária pode fazer com que uma decisão que antes considerava apenas o preço de compra passe a exigir uma análise tributária mais completa.

    O que o exemplo do iPhone ensina para as empresas?

    O iPhone representa apenas um exemplo de uma questão muito maior.

    Para uma empresa, conhecer apenas o preço de compra de um produto não basta.

    O empresário precisa entender quanto aquela operação realmente representa para o negócio.

    Uma mercadoria pode ter determinado custo de aquisição. Entretanto, o custo efetivo da operação pode mudar quando consideramos tributos, créditos, logística, despesas e outros componentes da formação de preço.

    Da mesma forma, uma mudança tributária pode gerar impactos diferentes de acordo com o setor, a atividade, o regime tributário e a estrutura de cada empresa.

    Por isso, acompanhar a Reforma Tributária com antecedência faz diferença.

    A Reforma Tributária pode mudar a forma de tomar decisões

    Durante muito tempo, muitas empresas trataram a tributação apenas como uma obrigação a cumprir.

    Agora, o cenário exige uma análise mais estratégica.

    Decisões relacionadas a fornecedores, preços, margens, operações e estrutura do negócio podem precisar de revisão ao longo do período de transição.

    Por isso, o empresário não deve esperar o novo sistema entrar totalmente em vigor para começar a analisar seus impactos.

    Quanto antes a empresa entender como as mudanças podem afetar sua operação, maior será sua capacidade de se preparar.

    Preço do Iphone: Mais do que entender o preço de um iPhone

    Um produto que ultrapassa R$ 30 mil chama atenção porque deixa evidente uma questão presente em praticamente todas as atividades empresariais: a tributação influencia os negócios e os preços.

    No entanto, o principal ponto não consiste em descobrir simplesmente quanto de imposto existe dentro do preço de um produto.

    O mais importante é entender como os tributos entram na operação, como eles afetam os custos, quais créditos podem ser aproveitados e como tudo isso interfere nas decisões da empresa.

    Além disso, esse entendimento ganha ainda mais importância durante a transição para o novo sistema tributário.

    Sua empresa está preparada para essa mudança?

    A Reforma Tributária já começou a entrar na rotina das empresas. Por isso, acompanhar apenas as novas alíquotas não será suficiente.

    Será necessário analisar processos, operações, fornecedores, formação de preços e impactos financeiros.

    Na Eichner Contabilidade, acompanhamos as mudanças da Reforma Tributária para ajudar empresas a entender o que muda e, principalmente, como essas mudanças podem impactar o negócio na prática.

    A Reforma que seu negócio precisa também começa com informação e planejamento.

    Sua empresa tem segurança nas operações e no planejamento tributário?